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Transformação digital deve guiar os negócios das empresas brasileiras

De acordo com o estudo “Covid-19 e o futuro dos negócios”, realizado pela IBM com mais de 3.800 executivos C-Level em 20 países e 22 setores, seis em cada dez empresas aceleraram projetos de digitalização no último ano e 51% dos executivos planejam priorizar ações desse tipo nos próximos dois anos.

A migração para o digital já era tendência em diversos mercados antes mesmo da pandemia e, com o isolamento social, o movimento tomou uma proporção muito maior em uma fração do tempo projetado. Donos de negócios e empreendedores tendem a pensar que a transformação digital se resume a lançar opções de venda e atendimento em redes sociais, porém o processo vai muito além disso. A tecnologia se tornou peça-chave para os negócios e pode ser integrada a inúmeras frentes dentro das empresas.

Mais do que nunca, o consumidor é protagonista para que empresas ofereçam experiências únicas e personalizadas e se diferenciem no mercado. Desde o marketing digital, inteligência artificial e automação até serviços de nuvem e dados, hoje as companhias de setores variados contam com opções de soluções para se conectarem com os clientes e atenderem às suas necessidades – que estão em constante transformação.

Desde o ano passado, empresas de diferentes segmentos se adaptaram ao novo cenário para atender à nova demanda e incorporaram a transformação digital, por meio de mudanças nos processos internos, implementação de canais de atendimento online e vendas de produtos e serviços. Aqui estão alguns exemplos de mercados que se reinventaram para se adequar ao momento:

Delivery 

Um dos segmentos que mais cresceu durante a pandemia foi o de delivery. O que antes era um hábito esporádico, passou a ser a única opção para as pessoas em isolamento. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a porcentagem de entrevistados que realizou pelo menos uma compra de delivery de comida nos últimos 12 meses dobrou na comparação com 2019, passando de 30% para 55%.

E esse crescimento não se restringiu apenas ao setor alimentício, se estendendo a farmácias, lojas de roupas e calçados. No varejo, os espaços físicos, com araras e peças expostas, tiveram seus dias contados para evitar o contato humano. Segundo levantamento da Maiores e Melhores, da Exame, os shopping centers, por exemplo, perderam 33% do faturamento no ano que passou.

A experiência positiva e personalizada dos consumidores se tornou ainda mais essencial e, para se adaptar ao novo cenário, empresas do setor de moda, por exemplo, se viram obrigadas a desenvolver e-commerces completos, com opções de provador virtual e realidade aumentada, além de flexibilizar políticas de devolução. Outro movimento necessário para continuar atendendo à demanda foi ampliar as parcerias com serviços de entregas, frotas de motoboys e transportadoras.

Telemedicina 

A saúde também foi uma das áreas com maior desenvolvimento no último ano. A telemedicina se transformou numa grande aliada dos médicos e dos pacientes que, mesmo com a obrigatoriedade do isolamento social, continuaram precisando de assistência. No Brasil, a telemedicina teve sua regulamentação temporária liberada e, desde então, é a primeira opção para muitos atendimentos.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital, entre 2020 e 2021, foram realizados mais de 7,5 milhões de atendimentos via telemedicina no país. Desse total, 1% foi fundamental para salvar vidas em situações urgentes. Ainda, após o sucesso com a experiência no atendimento online, 46% das pessoas que usaram o método afirmaram que vão continuar utilizando essa modalidade.

Além disso, de acordo com estudo da Zebra Technologies, 77% dos pacientes avaliam positivamente o uso de dispositivos móveis durante as consultas médicas. A pesquisa também revelou que a digitalização de ferramentas para a otimização do atendimento de pacientes pode reduzir em 61% as chances de prescrever medicamentos errados, 52% as falhas na hora de etiquetar amostras e em 46% equívocos médicos evitáveis.

A telemedicina foi muito bem recebida não só pelas pessoas que precisavam de atendimentos clínicos, mas também para os atendimentos voltados para saúde mental. Reflexo disso é o dado levantado pela e-Psi, plataforma que habilita psicólogos a fazerem sessões pela internet, de que, entre março de 2020 e agosto de 2021, 137 mil psicólogos se cadastraram no portal para atender pacientes remotamente.

Seguros 

As mudanças nos hábitos de consumo também afetaram o setor de seguros, no qual os clientes passaram a demandar por soluções cada vez mais customizadas para os seus momentos de vida. De acordo com estudo do Offerwise, 73% dos brasileiros passaram a enxergar suas casas de maneira diferente durante a pandemia, graças à implementação do home office, e a contratação de serviços de proteção aos imóveis ganhou espaço.

Outro segmento do mercado segurador que teve um aumento na demanda por conta da pandemia foi o de vida, principalmente por seguros que contemplam coberturas para a COVID-19. A partir disso, as seguradoras se adaptaram ao novo cenário por meio de opções digitais que atendessem às necessidades dos segurados com segurança e de forma personalizada, como aplicativos de clientes, atendimento via WhatsApp e opções de autosserviços.

Seguradoras investem na transformação digital há anos a fim de sempre atender às necessidades dos clientes. E, ao acompanhar de perto as tendências de consumo e as mudanças nas preferências dos consumidores, é possível desenvolver soluções personalizadas que ofereçam uma experiência positiva, fluida e transparente. Como parte dessa movimentação, a maioria das seguradoras, como por exemplo a Liberty Seguros, atuam com plataformas online de contratação de seguros de vida, aplicativos para clientes com informações sobre as apólices contratadas, opções de acionar assistências residenciais por meio do app, pagamento via PIX, atendimento via WhatsApp, entre outros.

O caminho da transformação digital está em constante atualização. É visível que grande parte das companhias, independentemente do nicho em que atuam, estão atentas a isso e trabalham para aprimorar suas jornadas de consumo cada vez mais. Mudanças e reinvenção são tendências claras para o futuro, por isso, uma boa solução para as empresas é acompanhar as possíveis fricções na jornada dos clientes, para que sejam resolvidas rapidamente, e entender cada perfil de usuário da marca, assim podem oferecer uma experiência personalizada para cada um deles.

 

Texto por: Portal Comunique-se | www.portal.comunique-se.com.br

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fbenevides 12 de novembro de 2021 0 Comentários
5G technology with various icon internet of thing over Top view

Carro sem motorista vai ser realidade com tecnologia 5G

A chegada da tecnologia 5G ao Brasil é bem mais do que a disponibilização de rede de telefonia móvel com mais qualidade. Na prática, significa que os usuários poderão navegar na internet com velocidade 100 vezes maior que com o atual 4G. O sistema vai possibilitar o uso de veículos autônomos e facilitar a realização de cirurgias a distância, feitas por robôs, entre outras aplicações.

A implantação do sistema também deverá massificar a oferta da chamada IoT, sigla em inglês para internet das coisas, em setores como automação industrial, telemedicina e segurança de trânsito, entre outras.

Hoje deve ser concluído o leilão dos lotes de exploração do 5G. Ontem, na abertura do pregão, em Brasília, o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Leonardo Euler de Morais, afirmou que será entregue um “elemento essencial” para o desenvolvimento da sociedade brasileira. “A 5G irá remodelar a sociedade e os meios produtivos. Não se trata apenas de aumento de velocidade, a tecnologia de quinta geração tem outras facetas”, afirmou.

O secretário de Desenvolvimento e Geração de Emprego de Santo André, Evandro Banzato, destaca a versatilidade que a nova tecnologia irá proporcionar em várias áreas. “ O 5G vem para transformar a vida das pessoas e das empresas. Não dá para falar em indústria 4.0 ou veículos autônomos sem ter 5G. Só se consegue isso tendo essa tecnologia”, declarou.

O edital da Anatel para o leilão do 5G prevê que a tecnologia esteja implantada nas 26 capitais dos Estados brasileiros em julho de 2022. Em localidades mais distantes, a previsão é que demore em torno de quatro anos.

O secretário diz que neste quesito Santo André leva vantagem por já possuir uma legislação, aprovada em 2019, que possibilita a expansão do 5G. A Lei das Antenas (10.274/2019), permite a instalação de equipamentos em prédios públicos do município pagando outorga em dinheiro ou obras.

“Temos um grande diferencial, que se tornou modelo para outras cidades e Estados. Todo o processo de licenciamento (de infraestrutura de telecomunicações) ocorre de maneira 100% digital por meio da plataforma Acto”, afirmou Banzato, que lembra que Santo André, no último mês, entrou para o top 10 no ranking das cidades amigas da internet justamente por disponibilizar meios de popularizar o serviço. “A legislação adequada permite ao município receber novas tecnologias. Podemos coletar diversas dados, depois fazemos análise e conseguimos propor soluções para a vida do cidadão. No setor privado conseguimos tratar uma quantidade muito grande de inovações e apresentar soluções que melhorem as condições. Todos os setores vão ser impactados de maneira positiva, seja na economia de materiais ou de energia, na melhora da qualidade do ar, na utilização de serviços públicos e muitos outros.”

 

Texto por: Diário do Grande ABC | www.dgabc.com.br

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fbenevides 5 de novembro de 2021 0 Comentários
Digital marketing. Businessman using modern interface payments o

Consultoria é a peça-chave para uma transformação digital efetiva

Fazer parte do universo digital é um requisito básico para a sobrevivência das mais diversas empresas, e o caminho para a digitalização envolve muito mais do que a escolha da implementação de determinadas tecnologias. Ter parceiros experts é fundamental, principalmente, porque em um cenário com tantas inovações, é praticamente impossível um mesmo profissional ser especialista em tudo. Assim, ao falarmos de transformação digital, temos que abordar também sobre o papel de uma consultoria efetiva para as empresas.

Um estudo divulgado no ano passado pela “Futurum Research, empresa de pesquisa, análise e consultoria focada em inovação digital, mostra que muitos funcionários se sentem excluídos do processo de transformação. Dos colaboradores entrevistados, 94% disseram que querem se envolver mais na adoção de novas tecnologias, porém 44% não sabem ajudar. Os dados, portanto, reforçam a importância dos negócios firmarem parcerias estratégicas para que possam guiar os passos dos empreendimentos e inclusive, auxiliarem colaboradores na nova jornada digital.

Não ter a ajuda desses profissionais resulta no mal aproveitamento de tecnologias e consequentemente, na sensação de que o valor investido em determinada solução, não valeu a pena. É por isso que a parceria com especialistas não é um custo extra, é na verdade, um investimento complementar e fundamental para aumentar a inteligência dos negócios.

Segundo a pesquisa Mapa de Digitalização das Micro e Pequenas Empresas Brasileiras“, divulgada este ano pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), somente nas micro e pequenas empresas nacionais a média de maturidade digital é de 40,77 pontos em uma escala de 0 a 100, sendo o número maior, a classificação “totalmente digital”. A falta de estratégias e o desconhecimento de como seguir um caminho assertivo para a transformação digital é citada por 25% dos empresários como a principal dificuldade a ser superada.

Assim, uma consultoria especializada que não faz parte da empresa pode trazer novas visões, contribuir com insights diferentes e indicar caminhos mais estratégicos baseados em dados e pesquisas. Geralmente, especialistas atendem diversos segmentos distintos, o que faz com que tenham uma vasta experiência.

Além disso, o trabalho de consultoria também resulta em mais agilidade no processo de implementação do digital, o que é essencial, em um cenário em que cada vez mais tempo vale dinheiro. A segurança de que tudo está sendo aderido da maneira correta, e que erros durante o processo de implementação serão minimizados, também são pontos a favor da consultoria.

Concluo que tão importante quanto contar com boas tecnologias nos negócios, é ter profissionais experts que contribuam para que estas sejam aproveitadas da melhor maneira possível e de forma cada vez mais assertiva. Pense nisso! 

Armindo Sgorlon atua como empreendedor desde os 23 anos. O empresário possui MBA em Gestão Estratégica pela USP e acredita que a tecnologia é capaz de transformar todos os setores e negócios. Atualmente é CEO da SGA TI em Nuvem.

 

Texto por: TI Inside | www.tiinside.com.br

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fbenevides 3 de setembro de 2021 0 Comentários

Transformação digital impõe novo ritmo de investimentos em tecnologia

Com o crescimento exponencial da cultura digital no último ano entre os consumidores, a busca por iniciativas de automação também cresceram nas empresas. É o que aponta a pesquisa da IDC.

De acordo com o estudo, metade das pequenas e médias empresas na América Latina quer aumentar gastos com tecnologia este ano.

Ao menos 25% dos entrevistados planejam investimentos de US$ 20 mil a US$ 50 mil, enquanto 20% dos participantes projetam mais de US$ 100 mil.

Milton Felipe Helfenstein, CCO da Envolti, destaca que o número reforça não só a função estratégica da transformação digital, como a importância da tecnologia para a retomada dos negócios:

“Investimentos precisos em sua infraestrutura de software neste momento é algo crucial para elevar a competitividade das MPEs. Isso porque, além de transformar a conduta de trabalho, reduzindo atividades operacionais, manter sistemas atualizados e aplicar boas práticas para a melhoria do controle realizado através de sistemas integrados, permite ao gestor se concentrar no core do negócio”.

Investimentos em tecnologia, aliás, já estavam no radar dos gestores desde antes da pandemia. Essa é, inclusive, a principal prioridade para 37% dos diretores financeiros e CIOS de empresas na América Latina.

“Esses dados indicam que a digitalização e inovação tecnológica estão acontecendo em uma velocidade muito grande e as empresas estão querendo investir em processos que os façam acompanhar todo esse processo” salienta o executivo.

Serviços de terceirização crescem em novo ambiente de negócios

Ele ainda afirma que, neste movimento de digitalização, as mudanças estimulam a competitividade e são ainda mais estratégicas:

“É necessário analisar, por exemplo, se um investimento em estrutura interna não compromete outros setores, enquanto a contratação de equipes especializadas não seria um cenário mais viável, onde o gestor conta com a expertise de diversos profissionais a um custo muito mais direcionado”.

Uma das principais métricas para avaliar investimentos em tecnologia e decidir por contratações internas ou terceirizadas é o custo total da posse:

“É uma projeção de custos relacionados à compra de todo o investimento, incluindo software, hardware, além de mão de obra e outros custos necessários para que tudo se mantenha funcionando. Esse dado é bastante importante para termos uma visão mais ampla sobre tudo o que será gasto e aponta, inclusive, se a empresa tem recursos para arcar com os custos. Neste sentido, optar por investimentos em projetos on demand ou mesmo na manutenção da estrutura através de um parceiro permite um controle mais claro sobre os gastos em longo prazo”, conclui o especialista.

 

Texto por: Economia SC | www.economiasc.com

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fbenevides 20 de agosto de 2021 0 Comentários
A farmer with a tractor, combine at a field in sunlight. Confident, bright colors

A importância da tecnologia no agronegócio brasileiro

Assim como para outros mercados, a tecnologia tem muito a contribuir para o agronegócio, um dos setores que mais cresce no país.

A produção agropecuária do passado era bastante diferente do que vemos nos dias de hoje. Há alguns anos, produtividade era sinônimo de grandes propriedades, já que para aumentar a produção, era preciso ter mais área plantada ou de pasto para os animais. Mas, a realidade do produtor rural mudou. Hoje, com a tecnologia desenvolvida no Brasil, é possível produzir mais sem a necessidade de ampliar a extensão da propriedade, pois a inovação traz, todos os dias, novas possibilidades para o produtor do campo. Atualmente, segundo dados do Cepea/Esalq-USP, o agronegócio já representa quase 25% do PIB brasileiro e, por ter sido um setor que não parou durante a pandemia, é um mercado extremamente promissor, tanto interno quanto externamente. Portanto, o avanço do agronegócio já está diretamente atrelado à tecnologia e às oportunidades que ela proporciona ao setor. Entenda por que neste artigo.

Aumento da produtividade, maior controle na gestão da propriedade, mais qualidade, redução de custos e desperdícios, além da implementação de processos mais sustentáveis, esses são alguns dos benefícios que a tecnologia proporciona à propriedade e ao produtor rural. Hoje, já existem fazendas 100% monitoradas remotamente, através de sistemas conectados em computadores e smartphones. Segundo a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), 67% das propriedades agrícolas brasileiras já adotaram algum tipo de inovação tecnológica. Diferente do que era visto há alguns anos, quando poucos computadores faziam parte das propriedades e, muitas vezes, o controle da produção era feito no papel ou até na cabeça do fazendeiro.

São empresas do Brasil que desenvolvem a tecnologia necessária para que, cada vez mais, a agricultura nacional cresça e se torne mais reconhecida em produção, exportação e, claro, uma grande auxiliadora na economia do país. Segundo um estudo recente realizado pela Associação Brasileira de Startups em parceria com a Dell Technologies, o Brasil já conta com 299 startups (empresas em estágio inicial de atuação e focadas em inovação) com atuação voltada ao agronegócio. Trata-se de um segmento em expansão que deve acelerar ainda mais os avanços no campo no país, uma vez que, ainda segundo o estudo, 47% dessas startups receberam investimentos externos em 2020 – quase o dobro da média geral em outros setores (26,7%).

Que a tecnologia é importante e que ela faz parte do dia a dia do agropecuarista, já sabemos, mas quais são os demais fatores que a tornam tão importante para o agronegócio? Hoje, as fazendas são consideradas empresas rurais e, assim como em uma companhia do ramo automobilístico, deve ser feita a gestão dos processos internos, desde a logística de compra de matéria-prima, insumos e venda de produtos até o controle de tarefas e horários dos funcionários. Para isso, são usados softwares de gerenciamento para apoiar o produtor rural na organização dos dados e informações coletadas. Esses programas levam:

•Mais precisão e agilidade ao produtor;

•Processos integrados e otimizados;

•Mais facilidade no gerenciamento de processos;

•Uniformidade na execução de tarefas.

Além dos aplicativos de gerenciamento e monitoramento da fazenda, também existem programas para:

•Mapeamento da área, que trabalham em conjunto com GPSs e drones;

•Combate de pragas e doenças, que coletam informações através de sensores e criam bancos de dados para ajudar o produtor a tomar decisões quanto ao que fazer em relação à lavoura;

•Previsão climática, com informações sobre precipitação, temperatura e umidade;

•Pulverização e plantação, que controlam as máquinas que atuam nessa etapa da lavoura;

•Acompanhamento do mercado.

Boa parte dos softwares funcionam integrados com outros programas e/ou com ferramentas instaladas na fazenda. Além das versões para desktop – para computadores – também existem aplicativos para celulares, que podem ser acessados de qualquer lugar, oferecendo mais mobilidade ao produtor, que consegue controlar a fazenda sem estar presente fisicamente no local.

Texto por: G1 | www.g1.globo.com

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fbenevides 23 de julho de 2021 0 Comentários

A importância da inovação em momentos de crise

O mundo passa por uma das maiores crises econômicas da história. As necessárias medidas para contenção do coronavírus têm trazido, no Brasil, grandes impactos sociais e econômicos. Orçamentos públicos e privados estão submetidos a um momento de detalhada revisão, com uma definição criteriosa das prioridades e com maior cautela na escolha do “para que” e “quando” dedicar recursos cada vez mais escassos.

O investimento em inovação é fundamental para o País superar essas dificuldades. O desenvolvimento de uma vacina em tempo recorde se tornou fator estratégico não só pela questão de saúde, mas pela sua importância para a retomada da economia.

No âmbito empresarial, a digitalização é fundamental para a sustentabilidade e o desenvolvimento de novos modelos de negócio. Entre os três pilares fundamentais definidos pela União Europeia (UE) para o combate à COVID-19 nos próximos anos, está a digitalização e, portanto, o investimento em tecnologia e inovação.

O estudo “América Latina: una agenda para la recuperación”, feito em parceria pela Fundação Iberoamericana Empresarial e a Fundação Euroamérica, define estratégias para o cenário pós-Covid. No mesmo molde destacado pela UE, o estudo recomenda a melhoria dos marcos regulatórios e o reforço nos ecossistemas digitais.

Ou seja, os investimentos em inovação são vistos como fortes indutores da recuperação econômica e estão sendo considerados como fundamentais para a recuperação da economia no mundo. Infelizmente, o estímulo a esse tipo de investimento não vem ganhando o mesmo tratamento do governo brasileiro, seja pela necessidade de adequação dos incentivos já existentes, seja pelo próprio risco de continuidade dessas políticas.

Assim, temos testemunhado drásticas reduções nos orçamentos de Pesquisa e Desenvolvimento (PD&I) das empresas nacionais. Movimento iniciado ainda em 2020, mas potencializado em 2021.

É possível verificar uma diminuição significativa dos investimentos na infraestrutura interna e na mão-de-obra para PD&I nos anos em questão, e este é um fato alarmante, afinal, os postos de trabalho nas áreas de PD&I têm perfil complexo e por isso não é simples repor profissionais tão capacitados.

Criar soluções alternativas requer conhecimento teórico de base, conhecimento aplicado, criatividade e alta experiência prática. A perda desse tipo de recurso humano pode demorar anos para ser reposta, o que terá reflexos na evolução tecnológica e na competitividade da indústria nacional. Podemos estar falando de um atraso de 5 a 10 anos.

O Brasil apoia suas empresas inovadoras usando, preponderantemente, financiamentos e incentivos fiscais. Estudos dos últimos 25 anos concluem que ambas as políticas devem coexistir, e que a política tributária é a mais apta para estimular o investimento privado. Estudos da Comissão Europeia, CNEPI francês, OCDE e Instituto Monetário Internacional concluem que o incentivo fiscal gera um aumento de 13% a 28% da atividade de PD&I.

Outra conclusão da OCDE é a de que a efetividade dos incentivos fiscais depende do marco regulatório e da sua continuidade. Assim, é importante que os governos mantenham estabilidade e clareza nas políticas fiscais, para minimizar a insegurança jurídica das empresas.

O principal mecanismo de fomento à inovação no Brasil é a Lei 11.196/05, conhecida como Lei do Bem , em especial na parte dos incentivos fiscais. Ela permite que de 20% a 34% dos valores investidos em PD&I, anualmente, sejam deduzidos do imposto de renda (IRPJ) e da contribuição social (CSLL).

A Lei do Bem tem sido o principal motor de estímulo para a manutenção e o incremento da infraestrutura de PD&I. Porém, há pontos que precisam ser aperfeiçoados, a exemplo do fomento de parcerias com startups e ICTs ou dos valores aplicados em fundos de investimentos para a inovação.

Chama muita a atenção a necessidade de a empresa ter que gerar lucro fiscal para ter acesso ao incentivo. Ou seja, o fato de encerrar o exercício em prejuízo fiscal elimina automaticamente a opção do seu uso. No atual cenário de pandemia, essa exigência irá, na prática, excluir grande parte das empresas do acesso aos incentivos nos próximos anos, o que resultará na redução dos orçamentos para PD&I, na diminuição de postos de trabalho e no risco de perda de competitividade.

A rentabilidade das empresas é um ponto emergencial da política de inovação e, diante desse cenário de crise econômica e consequente perda da rentabilidade das empresas, vislumbrou-se a possibilidade de publicação de uma medida provisória que suspendesse a necessidade de lucro fiscal, para uso do incentivo fiscal, pelo menos durante 2020, 2021 e 2022.

Infelizmente, a publicação da medida está demorando mais do que o previsto, tanto que as empresas não a levaram em consideração ao definir os orçamentos de 2021. Isso aumenta o risco de desmobilização de infraestrutura tecnológica e de atraso na competitividade nacional.

Ciente da necessidade de adequação da principal política de fomento à inovação nacional diante do cenário da pandemia de Covid, a deputada Luísa Canziani (PTB/ PR) apresentou, em outubro de 2020, o Projeto de Lei de nº 4.944/20 que visa o aprimoramento da Lei do Bem . A proposta altera especialmente quanto ao uso do incentivo pela empresa em prejuízo fiscal, mas também tem o objetivo de buscar a manutenção dos investimentos e dos postos de trabalho.

A deputada, que é reconhecida por sua atuação em temas relacionados a educação e PD&I, explica que o projeto, além de enfrentar a trava do lucro fiscal para utilização do incentivo, busca criar segurança jurídica para o usufruto dos incentivos fiscais da Lei do Bem pelas micro e pequenas empresas.

A expectativa da parlamentar é que o PL 4.944/20 seja aprovado ainda esse ano, mas ressalta que a publicação de medida provisória, para ao menos suspender a necessidade de lucro fiscal para utilização da Lei do Bem, seria um importante passo do Poder Executivo para sinalizar a importância desse tipo de investimento para o desenvolvimento e recuperação da economia nacional.

Outro ponto de fundamental importância, é a continuidade das políticas de fomento à inovação no Brasil, e essa continuidade foi colocada em xeque com a promulgação da Emenda Constitucional nº 109/2021, que no seu artigo 4º prevê a redução de incentivos fiscais de forma linear.

Tal medida, coloca em risco diversos incentivos fiscais concedidos no Brasil para apoio das atividades de PD&I sem qualquer análise de mérito ou de importância estratégica para o país, representando mais um duro golpe nos investimentos em inovação realizados pelas empresas nacionais.

A deputada Luisa Canziani mostra preocupação com o texto promulgado pela EC 109/21 e defende que haja uma discussão maior sobre o tema no Congresso Nacional antes da realização de quaisquer cortes, além disso menciona que deputados e senadores estão estudando formas de blindar os incentivos considerados estratégicos para o desenvolvimento do país, como os relacionados a PD&I.

A parlamentar reconhece a importância da manutenção desses incentivos e também da previsibilidade que tais políticas de fomento devem ter, ainda mais diante de cenário tão controverso como o que vivemos hoje.

A medida descrita no artigo 4º da EC 109/21, além de colocar em xeque os incentivos fiscais relacionados a inovação no Brasil, também levam um clima de incerteza para as empresas nacionais, que já estavam adotando políticas mais cautelosas de investimento em PD&I, por conta do cenário econômico mundial, e agora, tendem a diminuir ainda mais os gastos pelo menos até possuírem uma visão mais clara do que ocorrerá com os instrumentos de fomento à inovação nacional, entre eles a Lei do Bem.

O momento é de fortalecimento dos ambientes e dos investimentos relacionados a PD&I e não de desmobilização de políticas, perda de postos de trabalho qualificados e de competitividade, assim, é de suma importância que as políticas de fomento à inovação no Brasil sejam mantidas e aprimoradas, conforme o PL 4.944/20 da Deputada Luisa Canziani, fortalecendo a retomada do crescimento no país pós-pandemia.

Feliciano Aldazabal, diretor de Inovação do FI Group.

Texto por: TI Inside | www.tiinside.com.br

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fbenevides 30 de abril de 2021 0 Comentários