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Business people using internet
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A resiliência das empresas deve basear-se em tecnologia

Se há algo que as empresas aprenderam durante a pandemia, é o fato de a resiliência ser uma disciplina que deve ser cultivada ao longo do tempo. Hoje em dia, não ter estratégia digital é não ter estratégia. Para construir resiliência no trabalho, as empresas precisam começar a pensar em modelos virtuais e remotos, em disponibilizar ferramentas que permitam a colaboração a partir de qualquer lugar, e em estratégias para cuidar da saúde mental e do bem-estar das pessoas. Liderando com valores, adotando a flexibilidade e investindo na inovação e em parcerias, podemos incorporar, a longo prazo, a resiliência no local de trabalho.

Liderar com valores e flexibilidade

Assim que a pandemia surgiu, vimos como muitas empresas priorizaram os seus valores essenciais, garantindo o bem-estar dos seus colaboradores, clientes e partes interessadas. Nesse âmbito, a comunicação e a transparência têm sido fundamentais, seja para confirmar que as ações tomadas garantam um regresso seguro aos escritórios ou para incentivar os colaboradores a descobrirem mais sobre as vacinas. As empresas têm a responsabilidade de garantir que os seus colaboradores sejam informados e tenham confiança para cuidar deles próprios. A tecnologia tem um papel fundamental a desempenhar, de forma a garantir a segurança do local de trabalho, por exemplo, através da gestão de resposta a emergências e da recolha de dados para ajudar as equipes a tomarem decisões mais informadas.

A pandemia também acelerou a evolução das indústrias e a forma como se dá resposta aos clientes. A mudança para a saúde à distância é um exemplo. Na área do turismo, as tecnologias reinventam toda a experiência do cliente, permitindo que os hóspedes do hotel façam check-in, abram portas e peçam comida a partir dos seus celulares. Em todos os setores, a migração das empresas para o cloud computing irá acelerar nos próximos meses – permitindo escalabilidade, disponibilidade e acessibilidade de informações a partir de qualquer local. Maior automação, IA e modelos de previsão irão ajudar ainda numa melhor previsão e preparação que o futuro pode trazer.

O futuro do trabalho também está na cloud. À medida que os modelos de trabalho híbridos se tornam mais comuns e os escritórios se tornam centros de colaboração e interação social, os empregadores devem encorajar formas de trabalho flexíveis. Devem facultar melhores ferramentas de trabalho remoto para garantir a produtividade a partir de qualquer lugar. Investir em formas inovadoras de envolver colaboradores e clientes, respondendo às suas expectativas e experiências, será também cada vez mais importante.

Investir em skills e na colaboração

Para aproveitar ao máximo as novas tecnologias, o investimento em programas de requalificação e desenvolvimento deve ser uma prioridade. Assim como a Quarta Revolução Industrial exige que fechemos as lacunas existentes de hard skills, o mundo do trabalho a partir de qualquer lugar em que vivemos exige que invistamos mais em capacidades sociais. Na economia digital, todas as empresas vão precisar de equipes que possam alavancar rapidamente as novas tecnologias. Cada vez mais, irão também contar com indivíduos que possam resolver problemas complexos, desafiar o statu quo e gerar um senso comum de propósito entre as equipes distribuídas.

Assim, à medida que emergimos da pandemia, trabalhar em conjunto é essencial para impulsionar mudanças positivas, a longo prazo, nos negócios e na sociedade. A tecnologia pode e já está desempenhando um papel importante para garantir a distribuição segura e equitativa de vacinas contra o coronavírus, para potencialmente milhares de milhões de pessoas. Da inovação à vacinação em massa, para superarmos os nossos desafios partilhados, precisamos estar todos envolvidos. Além de incentivar, precisamos educar e garantir a adesão. E apenas através da colaboração podemos construir locais de trabalho, grupos de trabalho e comunidades cada vez mais resilientes.

Texto por: Jornal Económico | www.jornaleconomico.sapo.pt

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fbenevides 8 de julho de 2021 0 Comentários
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5 Motivos para abandonar suas planilhas no Excel e adotar um Sistema de Gestão

Você já teve de lidar com dezenas de planilhas no Excel, muitas vezes espalhadas em diferentes pastas do seu computador, e ficou perdido com tantos documentos? Então este post é para você!

Planilhas de orçamento de obra, viabilidade econômica, cálculo do BDI, gestão de custos, cronograma físico-financeiro… São tantas que a chance de você se confundir acabam sendo gigantes!

Por isso, aqui, você vai entender as razões pelas quais suas planilhas já não fazem mais sentido. E também vai descobrir o que fazer para melhorar sua rotina!

Boa leitura.

Administrar bem uma empresa é essencial para a estratégia de crescimento do seu negócio. Independentemente do seu porte, o método adotado para organizar demandas e ter um panorama de fácil acesso de tudo o que acontece na instituição fará a diferença no dia a dia empresarial.

Por essa razão, fazer uso de planilhas já não é mais a melhor maneira de administrar a sua empresa.

Conheça 5 motivos para abandonar suas planilhas no Excel e adotar um ERP eficiente.

1. Risco de perda de dados

As planilhas são muito usadas principalmente por serem ferramentas gratuitas e de acesso fácil. No entanto, nesse caso, o barato pode sair caro.

Isso porque o risco de haver perda de dados é gigantesco quando se tem dezenas, centenas de documentos avulsos.

É muito comum também que cada área de uma empresa mantenha uma cópia das planilhas. Se esses documentos não estiverem com atualizações disponíveis para todos os membros da empresa, os erros em decisões estratégicas do negócio tendem a ser frequentes.

E o quadro fica ainda mais preocupante quando diferentes setores se dão conta de que os números de suas planilhas não batem. Como saber quem está certo?

Mas caso a instituição opte por utilizar um sistema de gestão, o cenário pode começar a melhorar.

Com planilhas centralizadas dentro desse sistema na rede, o risco de perda de dados ou de informações divergentes e desatualizadas minimiza drasticamente.

Num primeiro momento, utilizar um sistema de gestão com um ERP pode parecer caro. Mas, com o tempo, o Retorno sobre o Investimento (ROI) compensa o custo.

Além disso, bons ERPs possibilitam armazenamento ilimitado em banco de dados. Essa facilidade ajuda a potencializar os resultados, além de permitir rapidez no acesso às informações.

2. Falta de confiabilidade das informações

Como você notou no motivo número 1, as planilhas não são tão eficientes quanto se imagina. Fora a perda de dados, as planilhas no Excel causam falta de confiabilidade das informações.

Mas o que é isso?

Confiabilidade das informações é quando os elementos de uma planilha fornecem dados insuficientes ou mesmo equivocados. Nesse sentido, não é possível confiar no que está descrito.

Possuir muitas planilhas separadas pode gerar alguns problemas, dentre eles:

  • Perda de planilhas
  • Confusão entre documentos
  • Falhas ao transferir dados de uma planilha para outra
  • Desatualização das informações

Um software de gestão, como um ERP, possibilita que profissionais de diferentes setores de uma empresa tenham um panorama com telas com gráficos e indicadores. Dessa forma, analistas, desenvolvedores e gestores sabem exatamente a situação atual da empresa com informações confiáveis para tomadas de decisões acertadas.

3. Planilhas no Excel diminuem a produtividade

Planilhas no Excel diminuem a produtividade a partir do momento em que geram retrabalhos.

Ainda que existam diferentes áreas numa empresa, ela é um organismo único e seus dados devem ser consolidados para que a gestão seja positiva.

Se cada grupo transformar suas planilhas do jeito que lhes convém, vai causar um enorme caos e diminuir a produtividade da empresa como um todo. Por isso, um sistema de gestão pode ser útil para centralizar todas as informações.

Com as informações centralizadas, os profissionais de diversos setores têm igual noção dos acontecimentos e números da organização.

Você pode até acreditar que um sistema de computação em nuvem é suficiente para suprir os problemas causados pela gestão feita com dezenas de planilhas.  

Mas cada departamento requer filtros específicos. Nesse ponto, o sistema em nuvem não resolve. Diante disso, um ERP consegue fornecer as especificidades de cada setor, oferecendo padrões e melhorando a gestão.

4. Aumento de custos

Outro motivo relevante para abandonar suas planilhas no Excel é o aumento de custos. E quando se trata de custos é tanto o custo de mão de obra quanto de tempo para preencher dados em diferentes planilhas.

As planilhas no Excel podem ser funcionais para dados pontuais. Mas quando os objetivos incluem melhorar a gestão de um negócio a história é outra.

Com um sistema de gestão, diversos custos podem ser reduzidos com processos automatizados. Assim, não existe a necessidade de ter um funcionário alimentando o sistema manualmente. Além disso, gastos cotidianos como impressão e papéis físicos não existiriam.

5. Ausência de integração

O último e, provavelmente, mais importante motivo para que você deixe suas planilhas no Excel no passado é que elas não estão aptas a serem conciliadas com outros sistemas.

Numa empresa, é essencial que as pessoas e departamentos trabalhem de maneira integrada. Fazer isso com uso de planilhas é inviável.

Ao utilizar planilhas, você precisa criar uma para cada necessidade, por exemplo: gestão de custos, controle de estoque e medição de obras. Só nesses casos já seriam necessárias 3 planilhas diferentes.

Com um sistema de gestão, a integração é feita de modo automático, proporcionando mais confiança, menos erros e mais produtividade. Os melhores ERPs são totalmente integráveis ao sistema de gestão empresarial da organização.

Além disso, um sistema de gestão não substitui apenas suas planilhas no Excel como também são responsáveis diretas por tornar os processos da sua empresa mais ágeis.

 

Texto por: Buildin | www.buildin.com.br

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fbenevides 25 de junho de 2021 0 Comentários
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Ativos tecnológicos como investimento estratégico

Cada vez mais as empresas enxergam os investimentos em soluções de software como um investimento em TI, e não como despesa, por um motivo simples: aumentam a lucratividade e a eficiência da organização.

No mundo dos negócios são considerados investimentos aqueles gastos realizados com o objetivo de aumentar a receita e a lucratividade ou melhorar a imagem da empresa. E se até pouco tempo isso significava a compra de máquinas para aumentar a produção ou veículos para fazer entregas, no atual cenário essa definição está cada vez mais associada às soluções de software.

O investimento em software é fundamental para que uma empresa consiga se manter atualizada e competindo de igual para igual em um mercado cada vez mais competitivo. Os ativos tecnológicos já deixaram de ser um diferencial e tornaram-se uma necessidade para praticamente todos os segmentos de negócios.

Entre os benefícios de uma boa solução de software estão à facilitação e agilização de processos e o fornecimento de serviços mais estratégicos, rápidos, seguros e atraentes para o consumidor, além de uma tomada de decisões mais eficiente por parte da empresa.

Como exemplos dessa tecnologia podemos citar as coleções de software especializadas em Arquitetura, Engenharia e Construção, que atualmente permitem a implantação do BIM (Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção em tradução para o português). Além de ser já obrigatório nos projetos e construções públicas no Brasil, ele reduz os custos e o retrabalho, aumentando de forma significativa o potencial de ganhos de produção.

A implantação de uma solução complexa exige alta capacidade técnica da empresa que oferece ao mercado, pois muitas vezes vai lidar com uma verdadeira reestruturação em vários processos de trabalho fundamentais à operação. Existem casos em que até mesmo a “sobrevivência” da empresa no mercado depende de sua modernização por meio de software. Todo esse trabalho é recompensado com um ROI muito maior para as empresas, além do aumento da produtividade e da possibilidade de crescer de forma sustentável.

Existem inúmeros tipos de software para empresas, assim como há diversidade de organizações e setores produtivos. Para citar como exemplo, os mais comuns são os softwares de comunicação, segurança, gestão, criação audiovisual e design.

Com tantas opções é possível que o decisor precise de parâmetros para basear sua escolha. Um dos critérios para classificar um software como um investimento é a capacidade de elevar resultados e reduzir custos – seja possibilitando produzir mais com os recursos disponíveis, seja reduzindo tempo de execução de tarefas, eliminando falhas e até aumentando a capacidade de se trabalhar em equipe de modo colaborativo.

Os itens citados são os mais lembrados pelos gestores quando se trata de elevação de ganho e redução de gastos. No entanto, vale lembrar que existe um campo ainda pouco observado pelas empresas brasileiras, a segurança da informação. E é nesse quesito que as soluções de segurança digital protegem as empresas contra grandes prejuízos derivados de vazamento de dados e golpes, mantendo a organização segura quanto às informações sensíveis, finanças e reputação da marca.

Atualmente os softwares permitem a execução de inúmeras funções dentro de uma empresa, com maior velocidade e aumento de volume de informações e atividades. No entanto, segundo o especialista Rafael Streda, engenheiro de soluções na Buysoft, “não basta comprar qualquer software e não ter quem apoie em serviços como implantação ou suporte. Em alguns casos, é necessário definir processos de trabalho totalmente novos para a equipe, acompanhar minuciosamente a operação da empresa e depois capacitar todos os envolvidos”.

Para quem está buscando atualizar a empresa, o especialista recomenda: “não busque apenas uma revenda com base em baixos custos, mas escolha um parceiro de negócio com boa capacidade técnica para entrega de serviços e que dê suporte especializado. A empresa que te atende deve gerar melhorias no desenvolvimento da operação (que é o cotidiano de trabalho) e no resultado, ou seja, nos lucros”. Segundo Streda, essa escolha pode ser fator decisivo para o sucesso dessa empreitada.

Texto por: Paranashop | www.paranashop.com.br

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fbenevides 11 de junho de 2021 0 Comentários
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Empresas brasileiras devem investir em transformação digital em 2021

A maior parte das empresas brasileiras (62,5%) deve investir de 10% a 30% do faturamento total em transformação digital durante 2021, aponta uma pesquisa realizada pela Sambatech e pela Samba Digital, e que contou com apoio da Unico.

A pesquisa aponta também que 44% das pequenas e médias empresas com rendimento de até R$ 10 milhões já estão implementando uma estratégia de transformação digital. Enquanto que apenas 38,9% das companhias com faturamento igual ou acima de R$ 1 bilhão estão realizando o mesmo processo.

Ainda segundo o levantamento, os investimentos das empresas brasileiras devem se dividir entre seis tecnologias: analytics (62%), computação em nuvem (46%), arquitetura de sistemas (40%), inteligência artificial (38%) e biometria facial (8%).

Um dos principais focos do estudo é entender como as empresas se posicionaram durante a pandemia da Covid-19 e o resultado mostra que 45,7% delas estão buscando a implementação de estratégias digitais, enquanto apenas 9,6% não apostaram nesse processo. De todas as empresas pesquisadas, 54% estão buscando novas receitas.

Matheus Magno, coCEO da Sambatech e da Samba Digital, afirmou que as pequenas empresas possuem maior contato com clientes e devem partir delas os principais investimentos no pós-pandemia, devido a maior velocidade na tomada de decisões.

O fundador das empresas responsáveis pelo estudo, Gustavo Caetano, lembrou da importância do investimento nos profissionais. “Separar o time por squad permite aos desenvolvedores estarem junto nas tomadas de decisões e nos negócios. Hoje, todas as áreas da empresa, como RH e marketing, estão em transformação digital, não apenas a área de tecnologia. É dessa maneira que iniciamos uma transformação”, disse.

O estudo relata que grande parte das companhias (36,2%) ainda possuem um modelo tradicional de trabalho, separando os funcionários entre infraestrutura, desenvolvimento, suporte e segurança. Enquanto cerca de 28,7% atuam com modelos focados em tribos e squads, 19,1% com squads e DevOps e 16% dividindo a equipe entre áreas projetos e sustentação.

Texto por: Olhar Digital | www.olhardigital.com.br

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fbenevides 3 de junho de 2021 0 Comentários
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Abertura de negócios apenas online é maioria entre novos empreendedores

Diante do cenário de pandemia e necessidade de redução de custos, apostar apenas em negócios online tem sido a escolha da maioria dos empreendedores.

A pandemia trouxe um dilema para grande parte dos pequenos empresários: ter um negócio físico e tentar equilibrar as contas com o horário comercial restrito de funcionamento ou concentrar esforços para migrar para o online.

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae São Paulo, Wilson Poit, parte do movimento de migração do físico para o digital visto nas pequenas empresas tem sido impulsionada pela necessidade de redução de custos.

“Muitos empreendedores já perceberam os novos hábitos do consumidor, mais voltado para as plataformas online, e combinam isso com o corte de gastos. Quem consegue trabalhar de casa ou de portas fechadas focou o delivery e aprendeu a vender pelo digital. E, para os que entram no mercado agora, começar direto no online é ainda mais natural”, afirmou o executivo.

Poit conta que o Sebrae triplicou a quantidade de atendimentos para mentoria de empreendedores na pandemia. A troca das lojas físicas pelas compras online se traduz em números. Levantamento do Mastercard SpendingPulse apontou que as vendas no varejo em lojas físicas caíram 4,4% no primeiro trimestre ante igual período de 2020.

Em março, a queda foi de 7% na mesma base de comparação. O Mastercard SpendingPulse é um indicador de vendas no varejo em todos os tipos de pagamento em certos mercados globais.

Ao mesmo tempo, as vendas no ecommerce avançaram 91,6% no período. Em março, a alta foi de 84,7%.

“O comércio online conquistou espaços tanto em relação às pequenas quanto às grandes empresas. Uma coisa que já conseguimos prever é que pelo menos 20% das migrações que vimos para o ecommerce são permanentes”, disse o gerente-geral da Mastercard Brasil, Estanislau Bassols.

O movimento também acompanha a adoção de um modelo híbrido de trabalho. Segundo Poit, do Sebrae, a expectativa é que cada vez mais empresários se ajustem às plataformas de venda online e que novos entrantes já abram seus negócios no meio digital.

“O jeito de trabalhar nunca mais vai ser o mesmo, mesmo quando falamos de padarias, açougues, hortifrútis. A tendência é de lojas híbridas e de um maior futuro tecnológico no trabalho”, afirmou.

Texto por: Contábeis | www.contabeis.com.br

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fbenevides 14 de maio de 2021 0 Comentários
Loja VirtualSistema Web

Novos empresários abrem negócios direto no online

A busca por eficiência operacional e a crescente demanda online também começam a impactar os pequenos negócios.

De um lado, enquanto as grandes empresas do varejo aproveitam o maior engajamento de seus clientes em suas plataformas digitais para crescer suas estruturas, pequenos empresários precisam fazer uma escolha.

Ou tentam equilibrar as contas fixas de um ponto comercial com horário restrito de funcionamento e que não dá o mesmo lucro pré-pandemia ou voltam seus esforços para migrar as operações completamente para o online e é o que alguns já começam a fazer.

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae São Paulo, Wilson Poit, parte do movimento visto nas pequenas empresas tem sido impulsionada pela necessidade de redução de custos.

“Muitos empreendedores já perceberam os novos hábitos do consumidor, mais voltado para as plataformas online, e combinam isso com o corte de gastos. Quem consegue trabalhar de casa ou de portas fechadas focou o delivery e aprendeu a vender pelo digital. E, para os que entram no mercado agora, começar direto no online é ainda mais natural”, afirmou o executivo.

Segundo Poit, o Sebrae triplicou a quantidade de atendimentos para mentoria de empreendedores na pandemia.

A troca das lojas físicas pelas compras online se traduz em números. Levantamento do Mastercard SpendingPulse apontou que as vendas no varejo em lojas físicas caíram 4,4% no primeiro trimestre ante igual período de 2020.

Em março, a queda foi de 7% na mesma base de comparação. O Mastercard SpendingPulse é um indicador de vendas no varejo em todos os tipos de pagamento em certos mercados globais.

Ao mesmo tempo, as vendas no ecommerce avançaram 91,6% no período. Em março, a alta foi de 84,7%.

“O comércio online conquistou espaços tanto em relação às pequenas quanto às grandes empresas. Uma coisa que já conseguimos prever é que pelo menos 20% das migrações que vimos para o ecommerce são permanentes”, disse o gerente-geral da Mastercard Brasil, Estanislau Bassols.

Julia Rettmann e Denise Yui, ambas de 34 anos, fizeram parte desse movimento e optaram por migrar a Selvvva, marca voltada para decoração com plantas em jardins urbanos, completamente para o online. Segundo as empresárias, a decisão de migrar todas as operações para o online demandou diversas adaptações.

“Foi um processo de adaptação para a equipe inteira. Tivemos que procurar ferramentas que nos ajudassem tanto no atendimento a distância quanto na parte de logística [para a entrega dos produtos]. Organizamos o atendimento via WhatsApp e fomos atrás de um novo sistema. Tudo ainda está em aperfeiçoamento”, afirmou Yui.

A Selvvva, que existe desde 2014, migrou completamente para o online em meados de maio de 2020.

O mesmo aconteceu com as sócias Flavia Calventino Vilarinho e Milena Vedan, ambas de 37 e que têm uma agência de viagens voltada para o setor corporativo, a Celebridade Viagens. O segmento de turismo foi um dos mais afetados pela pandemia.

“É um trabalho complexo. Para ter uma ideia, temos viagens emitidas em 2019 que a pessoa ainda não conseguiu voar. Não estamos tendo ganho nenhum. E, quando a pandemia se agravou, [a migração para o online] acabou sendo uma decisão por diminuir custos com o aluguel e com o espaço físico”, afirmou Vilarinho.

O aluguel de espaços já tem sido tema de debate entre empresários e locatários há alguns meses. As discussões são sobre a negociação de pagamentos atrasados e o reajuste de contratos que, acompanhando o IGP-M, têm recebido altas de até 30% no preço.

Diante de todo o cenário, Vilarinho afirma, ainda, que, mesmo que a pandemia melhoria, não há perspectiva de voltar a ter um espaço físico.

“Não vejo mais a necessidade de ter todo esse custo para manter uma estrutura. Tudo está fluindo bem”, afirmou.

Para a empresária carioca Raíssa Colela, 36, que tem uma marca de acessórios e calçados chamada Cura, a migração para o online, que começou como uma forma de sobrevivência à pandemia, é, agora, sua principal forma de faturamento.

“Hoje, a Cura sou eu, um contador e um motoboy. A maior parte das vendas que faço é voltada para o atacado internacional e é esse segmento que tenho focado. O faturamento das vendas pelo ecommerce, que antes correspondiam a 20% das minhas vendas, hoje já está perto de 80% do que eu tinha antes da pandemia.”

“Por isso, se as coisas melhorarem, penso mais em ter uma loja pop-up [temporária] do que uma física fixa.”

O movimento também acompanha a adoção de um modelo híbrido de trabalho.

Segundo Poit, do Sebrae, a expectativa é que cada vez mais empresários se ajustem às plataformas de venda online e que novos entrantes já abram seus negócios no meio digital.

“O jeito de trabalhar nunca mais vai ser o mesmo, mesmo quando falamos de padarias, açougues, hortifrútis. A tendência é de lojas híbridas e de um maior futuro tecnológico no trabalho”, afirmou.

As sócias Mayra Alma e Luciana Tanoue, ambas de 36 anos, fazem parte das empresárias que optaram por já abrir as portas apenas no ambiente digital. Segundo Alma, a ideia do Cuida-te Terapias Holísticas e Integrativas veio em 2019, mas foi só depois de um planejamento de dez meses que sua criação efetiva começou a acontecer.

“Até janeiro de 2020, o Cuida-te teria atendimentos presenciais e online, além de feiras mensais voltadas para a saúde mental. Chegamos a ver uma casa para alugar, mas acabou não dando certo, e pouco tempo depois veio a pandemia. Decidimos, então, optar por dar continuidade ao lançamento da empresa apenas com os atendimentos online.”

As empresárias, no entanto, ainda não abandonaram os planos de eventualmente terem um espaço físico. “Pensamos, sim, em retomar a ideia do presencial quando for possível. A empresa já dá lucro, e nós estamos caminhando.”

Texto por: Folha de Pernambuco | www.folhape.com.br

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fbenevides 7 de maio de 2021 0 Comentários
Enterprise Resource Management ERP software system for business resources plan
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77% dos lojistas acreditam que um ERP é muito importante, diz pesquisa.

Pesquisa Onclick realizada em parceria com o E-Commerce Brasil contou com a participação de lojistas e profissionais de e-commerce para investigar a necessidade de um ERP nas operações.

44% responderam que atuam somente no digital, enquanto 33% diz atuar tanto no físico quanto no digital com o adicional de estar se tornando omnichannel.

18% diz atuar no físico e no digital sem ser omnichannel. Apenas 3% afirmaram ser completamente omnichannel.

Para os que atuam também através de marketplaces, 40% afirma que faz a integração através de uma plataforma. 29% através de um ERP e 11% via algum hub específico. 18% afirmaram não vender em marketplace.

Ações para um futuro próximo

Podendo assinalar mais de uma resposta, os lojistas e profissionais do e-commerce responderam que para o próximo ano pretendem tentar maximizar as vendas das lojas online (81%).

59% pretende maximizar as vendas em algum marketplace, enquanto 44% pretende conciliar outras verticais de negócios com o e-commerce.

Outros planos:

  • 37% pretende escolher um novo sistema ERP;
  • 33% ajustar as questões tributárias;
  • 29% utilizar mais meios de pagamento;
  • 11% ter armazenamento e distribuição próprios.

Sistema de gestão

Para 77% dos respondentes um sistema de gestão é classificado como muito importante, enquanto 22% respondeu que é importante. Não houve respostas classificando-o como médio ou menos.

Os respondentes acreditam que um sistema de gestão é mais importante para a integração com marketplaces, na ordem de prioridades. Em seguida, ele aparece como relevante também para o controle contábil e fiscal, além da contabilidade.

Ele é considerado menos importante para as categorias: ponto de venda e warehouse.

Parceiro de entregas

44% dos respondentes afirmou não trabalhar com nenhum parceiro fullfilment e nem pretende no futuro. 25% disseram que não no momento, mas fazem planos para trabalhar com algo nessa linha no futuro.
22% afirmaram trabalhar com estoque próprio além de alocar algo também em um sistema de fullfilment. Apenas 7% afirmaram usar essa modalidade de entrega para totalidade dos produtos.

Gargalos da operação

48% dos respondentes afirmou que o ERP é um dos maiores gargalos da operação atualmente. 25% acredita ser a logística, enquanto na marca dos 11% há duas respostas: integrador e plataforma de e-commerce.

Somente 3% considera o marketplace como o principal gargalo das operações.

Texto por: E-commerce Brasil | www.ecommercebrasil.com.br

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fbenevides 26 de março de 2021 0 Comentários
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PIX como funciona?

Pagamentos instantâneos são as transferências monetárias eletrônicas na qual a transmissão da ordem de pagamento e a disponibilidade de fundos para o usuário recebedor ocorre em tempo real e cujo serviço está disponível durante 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias no ano. As transferências ocorrem diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, sem a necessidade de intermediários, o que propicia custos de transação menores.

No Brasil se chamará Pix, marca única, criada pelo Banco Central, lançada em coletiva à imprensa em fevereiro de 2020, clique aqui para assistir.

 

O Pix estará disponível para a população brasileira a partir de novembro de 2020. Além de aumentar a velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos e recebidos, tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado; baixar o custo, aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes; promover a inclusão financeira e preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população. Em linha com a revolução tecnológica em curso, possibilita a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio e a redução do custo social relacionada ao uso de instrumentos baseados em papel.

Atuação do BC

O BC está liderando o processo de implantação do ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro, que está sendo construído de forma participativa, envolvendo a interlocução com diversos agentes do mercado. O principal objetivo do BC com essa ação é aumentar a eficiência e a competitividade do mercado de pagamentos de varejo no Brasil, por meio da criação de um novo meio de pagamento que ajudará no processo de eletronização do mercado brasileiro.

Desde a publicação do Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro 2013, o BC vem incentivando o desenvolvimento de um arranjo de pagamentos, de amplo acesso, que possibilite a realização de pagamentos instantâneos. Em 2018, o BC decidiu liderar essa construção. O passo inicial foi a criação de grupo de trabalho específico, com participação do BC e de agentes do mercado, denominado GT Pagamentos Instantâneos. O GT encerrou seus trabalhos no dia 21 de dezembro de 2018, com a divulgação do Comunicado nº 32.927 e do documento com os requisitos fundamentais para o ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

De forma a dar continuidade à interação com os agentes de mercado e com potenciais usuários, o BC instituiu o Fórum para assuntos relacionados a pagamentos instantâneos no âmbito do SPB – Fórum Pix, que conta com cerca de 220 instituições participantes. Consistindo em um comitê consultivo permanente, o Fórum Pix tem como objetivo subsidiar o BC em seu papel de definidor das regras de funcionamento do ecossistema de pagamentos instantâneos. Existem quatro grupos de trabalho temáticos no âmbito do Fórum Pix: GT Negócios, GT Padronização e Requisitos Técnicos, GT Mensagens PI e GT Segurança. O Fórum Pix é uma estrutura de governança permanente, que continuará existindo mesmo após o lançamento do Pix e que buscará o aprimoramento contínuo das soluções, sempre com foco na manutenção de um ambiente eficiente, competitivo, seguro e inclusivo.

Em agosto de 2019, o BC atualizou os requisitos fundamentais para o ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro, com a divulgação do Comunicado n° 34.085. O ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro será formado pelo arranjo aberto instituído pelo BC (Pix), pelos prestadores de serviços de pagamento participantes do arranjo (instituições financeiras e instituições de pagamento), pela plataforma única que fará a liquidação das transações realizadas entre diferentes instituições participantes (SPI) e pelo diretório de identificadores de contas transacionais que armazenará as informações das chaves ou apelidos que servem para identificar as contas dos usuários recebedores (DICT). Tanto o SPI, quanto o DICT, serão desenvolvidos, operados e geridos pelo BC e funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias do ano. O SPI, à semelhança de plataformas similares de outras jurisdições, terá arquitetura centralizada, com comunicação via mensageria, que será baseada no padrão internacional ISO 20022. Com o avanço do desenvolvimento do SPI, o BC divulgou por meio do Comunicado n° 34.836, em dezembro de 2019, o cronograma de disponibilização de ambiente de homologação e os critérios de participação nos testes para fins de liquidação de pagamentos instantâneos.

A construção do ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro faz parte da Agenda BC# na dimensão Competitividade

O Pix chegando ao cidadão

As ações abaixo tiveram como objetivo fazer com que esse novo meio de pagamento seja ofertado aos clientes finais, pagadores e recebedores, aumentando as alternativas de escolha da população. O Pix, inserido em um ambiente aberto, competitivo e seguro, poderá apoiar no processo de eletronização dos pagamentos, aumentar a eficiência no mercado de pagamentos de varejo e viabilizar o desenvolvimento de soluções focadas na experiência do cliente.

Definição de marca única

A existência de uma marca única é imprescindível para que os usuários (pagadores e recebedores) identifiquem esse novo meio de realizar pagamentos e transferências de uma forma clara e inequívoca. A identidade visual facilitará o entendimento e a adoção do instrumento. As marcas individuais que representam cada um dos prestadores de serviços de pagamento (instituições financeiras e de pagamento) poderão ser dispostas juntamente com a marca Pix, na forma e nas condições que serão oportunamente divulgadas no regulamento do Pix e documentos anexos.

Recolhimentos de taxas federais desde o lançamento do Pix

A celebração de acordo de cooperação técnica entre o BC e a União, por intermédio da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Economia, viabilizará que cidadãos brasileiros possam fazer seus recolhimentos à União de uma forma muito mais simples e rápida, melhorando bastante a experiência atual. Do ponto de vista do Pix, a entrada do Tesouro Nacional logo no seu lançamento, em novembro de 2020, é fundamental para que a população brasileira possa ter, desde o início, a opção de pagar uma taxa governamental via Pix, com benefícios de competição, redução de custos e de melhoria na experiência do cidadão. Inúmeros são os objetivos públicos potencialmente alcançados, com nítidos ganhos ao cidadão brasileiro.

Estabelecimento de critérios de participação no Pix

O BC estabeleceu, por intermédio da Resolução nº1, os critérios e modalidades de participação no Pix e no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), e por meio da Circular 4.027 as regras para a plataforma de liquidação financeira do Pix (SPI).

Todas as instituições financeiras e instituições de pagamento com mais de 500 mil contas de clientes ativas, considerando as contas de depósito à vista, as contas de depósito de poupança e as contas de pagamento pré-pagas, serão obrigadas a participar do Pix, ofertando a seus clientes todas as suas funcionalidades de iniciação e de recebimento de pagamentos. As demais instituições financeiras e de pagamento, mesmo aquelas que ainda não atingiram os limites para requerer autorização de funcionamento como instituição de pagamento, poderão, de forma facultativa, participar do Pix desde o seu lançamento.

Processo de adesão para participação no Pix

O processo de adesão ao Pix, regulamentado pelas Cartas Circulares nrs. 4006/2020, 4022/2020, 4.055/2020 e 4.056/2020, engloba duas etapas:

a. etapa cadastral; e

b. etapa homologatória.

A efetiva participação no Pix, por ocasião de seu lançamento, requer o cumprimento, com sucesso, de ambas as etapas.

A etapa cadastral(1)(2) consiste nos requisitos:

  • (Todos) Envio de informações cadastrais (Acesse aqui o Formulário de solicitação de cadastro para adesão ao Pix a ser enviado para o e-mail pix@bcb.gov.br);
  • (Instituições não autorizadas) Envio de declaração, firmada pelo participante responsável, que ateste: Capacidade técnica e operacional e Capital mínimo requerido; e do Contrato firmado com o participante responsável (a serem enviados via Protocolo Digital).

(1) O BC se reserva ao direito de exigir informações e documentos complementares a qualquer tempo para cumprimento dessa etapa.

(2) A conclusão da etapa cadastral implica o compromisso de adesão às regras, à condições e aos procedimentos a serem estabelecidos no Regulamento do Pix.

A etapa homologatória consiste nos requisitos:

  • (Participantes diretos no SPI) Cumprimento do plano de testes no SPI e no DICT;
  • (Participantes indiretos no SPI) Cumprimento dos testes junto ao seu liquidante e no cumprimento por parte do liquidante do plano de testes no SPI e no DICT;
  • (Todos) Avaliação de aderência de soluções aos requisitos mínimos para a experiência do usuário.
A etapa homologatória teve início em 1º de junho de 2020 e seus requisitos seguirão cronograma e forma descritos nas Carta Circulares nrs. 4.055/2020 e 4.056/2020. A visualização esquemática resumida dos requisitos relativos ao DICT e à aderência de soluções pode ser acessada aqui.
Novas adesões para participação no Pix estarão disponíveis de forma permanente a partir de 1º de dezembro de 2020.
Para conferir a lista de instituições que estão em processo de adesão ao Pix, clique aqui.

Participação nas plataformas operacionais

Participação na plataforma de liquidação – SPI

As modalidades de participação no SPI são duas: participantes diretos, que são aqueles que farão a liquidação das transações diretamente no SPI; e participantes indiretos, cujas transações serão liquidadas por intermédio de um participante direto. Bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira comercial e caixas econômicas que sejam participantes do Pix deverão obrigatoriamente ser participantes diretos do SPI. As demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central que sejam participantes do Pix podem optar em ser participantes diretos ou indiretos do SPI. Importante destacar que as instituições de pagamento sem autorização para funcionamento que sejam participantes do Pix devem necessariamente ser participantes indiretos do SPI.

Participação no diretório de informações de contas transacionais para iniciação de pagamentos – DICT

Todas as instituições que sejam participantes diretas do SPI também deverão acessar o DICT de forma direta.

Experiência do cliente

Os pagamentos instantâneos estão sendo desenhados com diversos objetivos, dentre eles o de aprimorar a experiência de pagamento dos usuários, tanto pagadores quanto recebedores.

Do ponto de vista dos usuários pagadores, o objetivo é construir soluções que permitam que a realização de um pagamento instantâneo seja tão fácil, simples, intuitiva e rápida quanto realizar um pagamento com dinheiro em espécie. Para tanto, os pagadores poderão iniciar pagamentos por pelo menos três formas diferentes:

  1. por meio da utilização de chaves ou apelidos para a identificação da conta transacional, como o número do telefone celular, o CPF, o CNPJ ou um endereço de e-mail;
  2. por meio de QR Code (estático ou dinâmico); ou
  3. por meio de tecnologias que permitam a troca de informações por aproximação, como a tecnologia near-field communication (NFC).

A utilização de chaves ou apelidos facilitará o processo de iniciação do pagamento comparativamente ao modelo existente hoje para a TED e para o DOC, em que é necessária a inserção de diversos dados do usuário recebedor, como o CPF ou o CNPJ, a identificação da instituição na qual o recebedor possui uma conta, o número da agência, o tipo da conta e o número da conta.

Alternativamente, o pagamento poderá ser iniciado a partir da leitura de um QR Code apresentado pelo usuário recebedor. O padrão de QR Code será estabelecido com o objetivo de permitir que sua leitura seja realizada a partir de qualquer tipo de smartphone, inclusive os mais simples. No futuro, os pagamentos também poderão ser iniciados a partir da leitura, pelo usuário recebedor, de QR Code gerado pelo próprio usuário pagador. Cada recebedor poderá escolher livremente qual ou quais tipos de iniciação de pagamento instantâneo ele irá aceitar.

Os QR Codes utilizados no âmbito do Pix seguem o padrão BR Code, estabelecido pelo Banco Central do Brasil por meio da Circular nº 3.989/2020. Mais informações sobre o BR Code estão disponíveis aqui.

Do ponto de vista dos usuários recebedores, espera-se que a diminuição do número de intermediários na cadeia de pagamentos leve a um custo de aceitação menor que os demais meios eletrônicos. Além do menor custo, a disponibilização imediata dos recursos otimizará a gestão do fluxo de caixa dos usuários recebedores, o que tenderá a reduzir sua necessidade de crédito. Outro benefício é a facilidade de automatização e de conciliação dos pagamentos. As informações agregadas, que cursarão junto com a ordem de pagamento, permitirão o desenvolvimento de soluções tecnológicas que integrem os sistemas dos usuários recebedores, notadamente empresas, automatizando, facilitando e dando mais agilidade aos processos.

Texto por: Banco Central | bcb.gob.br

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fbenevides 9 de outubro de 2020 0 Comentários
Sistema Web

Mercado de software e serviços de TI deve manter crescimento até 2021, prevê estudo

O Brasil faz parte do top 10 entre os mercados mundiais de TI, representando 1,9% das vendas de hardware, software e serviços globais. O país é o 9º maior mercado do mundo e também representa 36.5% das vendas totais do setor na América latina, muito à frente do México, que ficou em segundo lugar com uma quota de mercado de 22,9%.

A base do estudo do EMIS Insights – que contempla dados da ABES e da IDC – é 2016, ano em que a recessão no Brasil fez o mercado fechar em queda de 3,6% no valor das vendas, principalmente devido a demanda por produtos de TI.

Nikoleta Slavcheva, editora do EMIS Insights na América Latina, comenta que, em geral, o desempenho do mercado de TI no Brasil está seguindo as tendências globais, caracterizado por uma rápida expansão do segmento de software e serviços de TI, enquanto o mercado de hardware está mostrando sinais de maturação.

No entanto, ela lembra que em 2015 e 2016 houve uma série de fatores puramente locais que tiveram impacto significativo nos gastos domésticos com produtos e serviços de TI, como a desvalorização do Real, a alta taxa de desemprego e os menores investimentos em P&D, explicados pela recessão econômica deste período.

“Como resultado, o valor das vendas de hardware (incluindo PCs e tablets) no final de 2016 teve uma queda de aproximadamente 30% se comparado ao ano anterior, enquanto o segmento de software e serviços de TI apresentou um aumento de 1,2% no valor de vendas em 2016, muito abaixo do crescimento médio anual de 12,3% registrado entre 2010-2015. Em consequência disso, o Brasil perdeu duas posições no ranking global dos dez maiores mercados de TI, preparado pela International Data Corporation (IDC), encerrando 2016 na nona posição, enquanto em 2015 estava em sétima”, destaca.

A análise foi realizada pela EMIS, empresa multinacional que fornece informações estratégicas de empresas, setores e países dos mercados emergentes, e aborda como o mercado está e quais os caminhos que deve seguir até 2021.

Previsões

Em termos de demanda, o EMIS Insights estima que equipamentos mais acessíveis como notebooks continuarão a dominar as vendas de PCs no Brasil.

O estudo estima ainda que o mercado doméstico de software e serviços de TI deve crescer entre 2017 e 2021. O crescimento deve ser baseado na recuperação da economia que irá atrair investimentos em clound, ajudando a expandir a IoT e a evolução de tecnologia blockchain.

Os serviços de TI, por sua vez, devem crescer 5% por ano entre 2017 e 2021 e, até o final de 2021, as vendas de software e serviços de TI devem alcançar USD 25,8 bilhões com um aumento de 5,7% por ano.

Tendências no Brasil

O estudo revela que o setor de TI no Brasil está cada vez mais centrado no desenvolvimento de software e serviços de TI. Isso é explicado pela crescente popularidade das startups nos últimos anos, que foram impulsionadas, principalmente, pela busca de inovação por parte das grandes empresas nacionais das indústrias financeira, manufatureira e de serviços. De acordo com as estimativas da EMIS Insights, o desenvolvimento de software deve ser o principal impulsionador de crescimento para o setor de TI, pois investimentos maiores em segurança e aplicativos na nuvem aumentarão as vendas nos próximos anos.

Ao mesmo tempo, as deficiências existentes nas capacidades domésticas de produção de hardware, que dependem fortemente de insumos importados, juntamente com uma demanda fraca que deve permanecer presa no segmento de produtos de baixo custo, são destacadas pela EMIS Insights como os principais fatores restritivos para os fabricantes de hardware doméstico.

Pontos de atenção no Brasil

Além da análise das vendas e do desempenho operacional da indústria de tecnologia de informação no Brasil, o relatório da EMIS Insights também volta a atenção para o ambiente regulatório do setor, pois há uma série de questões que estão, atualmente, desempenhando um papel negativo para o desenvolvimento do mercado doméstico de TI.

“Curiosamente, apesar da crescente importância do segmento de software e dos serviços de TI, ainda não existe um marco regulatório abordando de maneira mais completa e adequada as questões ligadas à privacidade, segurança da informação e proteção de dados pessoais. Ao mesmo tempo, a legislação existente concentra-se principalmente no segmento de hardware, delimitando os incentivos fiscais que o Estado oferece aos fabricantes. Exatamente esses incentivos foram o motivo pelo qual, em agosto de 2017, a OMC (Organização Mundial do Comércio) determinou que a política industrial do Brasil não está em conformidade com as regras da organização e solicitou sua remoção em um período de 90 dias.”

No entanto, essas mudanças provavelmente vão demorar, tendo em vista que 2018 é um ano de eleições. Um fator adicional que chama a atenção para a legislação, de acordo com a EMIS Insights, é a falta de regras claras por parte do Banco Central em relação à operação de startups de tecnologia financeira (fintechs). “Estas estão se tornando cada vez mais populares no país, pois oferecem às pessoas sem acesso aos bancos tradicionais a oportunidade de obter serviços financeiros. Como resultado, as fintechs devem cumprir com os requerimentos de liquidações gerais que aumentam seus custos operacionais e dificultam seu desenvolvimento.”

América Latina

No nível regional, o Brasil continuou sendo o maior mercado latino-americano de TI. Em 2016, o país foi responsável por mais de um terço do total de gastos regionais em TI, enquanto a participação combinada dos cinco países a seguir no ranking em termos de valor de vendas de TI, incluindo México, Colômbia, Argentina, Chile e Peru, ficou em 51%.

“Em geral, embora quase todos os líderes locais tenham sofrido quedas no valor das vendas em termos reais no período, o mercado de TI na América Latina foi mais influenciado pelo fraco desempenho do líder Brasil, de acordo com as estimativas da EMIS Insights. O único país dos Top 5 na região que teve um aumento nas vendas foi a Colômbia, graças ao forte apoio público ao setor”, comenta.

Texto por: ComputerWorlds | computerworlds.com.br

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fbenevides 6 de julho de 2020 0 Comentários
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